21 de Janeiro de 2019


Escreva os caracteres que vê.(Clique na imagem para a alterar)
 
*
 

 
Início > Informações > Notícias > Coimbra iParque promove sinergias entre empresários
 
30.04.08
Visita à cave hollowspace da mina do Lousal
Coimbra iParque promove sinergias entre empresários

Numa iniciativa em parceria com a Fundação Frederic Velge, a ADETTI/ISCTE e o MLDC - Microsoft Language Development Center, o Coimbra iParque levou, na passada Quarta-feira, dia 30, 20 empresários a Grândola, para uma visita à CAVE Hollowspace da Mina do Lousal. Para Norberto Pires, Presidente do Conselho de Administração do Coimbra iParque, “os objectivos que estabelecemos para esta visita foram totalmente atingidos”.

Visita à mina do Lousal

“O objectivo mais ambicioso do iParque é conseguir estabelecer sinergias entre empresas, colocar empresários a colaborarem uns com os outros, beneficiando, desta forma, a cidade e o país. Com esta visita, esse objectivo foi conseguido mesmo antes do iParque abrir efectivamente as portas”, explica Norberto Pires, Presidente do Conselho de Administração do Coimbra iParque.

Foram 20 os empresários que aceitaram o convite do Coimbra iParque para se deslocarem até ao Centro Ciência Viva Interactivo do Lousal, em Grândola, para uma visita à sua CAVE, um ambiente imersivo de realidade virtual 3D, cujo tipo de projecção permite a ilusão de imersão total no ambiente virtual pretendido. Trata-se de um projecto inovador em Portugal, que recebeu nesta ocasião, o primeiro grupo de visitantes.

“Estão aqui representadas algumas empresas da áreas das Tecnologias da Informação e Comunicação que se dedicam à computação gráfica e que têm todo o interesse em conhecer este tipo de projectos”, adianta Norberto Pires, que se mostrou “admirado pela adesão à iniciativa” destinada a empresas das novas tecnologias “que são parte do público alvo do iParque”.

“Temos aqui empresas de fora do distrito que conhecem e se mostraram agradadas com o projecto do Coimbra iParque. Dizem até que contraria a imagem da região, que é de certa estagnação e falta de iniciativa”, explica. “É muito bom ouvir elogios e perceber que somos compreendidos”, admite, prometendo que “o iParque vai promover este tipo de iniciativas mais vezes, nesta e noutras áreas”.

Empresas elogiam iniciativa

Pedro Pinto é um dos responsáveis pela empresa conimbricense Take The Wind. Instalada na incubadora do IPN (Instituto Pedro Nunes). Trata-se de uma empresa de base tecnológica focada na inovação em novas interfaces de comunicação e aprendizagem biomédica. Para o empresário, nesta visita “foi apresentada uma tecnologia muito interessante. Estas estruturas são óptimas para explorar as possibilidades da realidade virtual.” Por ter tomado a iniciativa de a dar a conhecer “o iParque está de parabéns. É sempre preciso ir aos locais experimentar as coisas.”

Rui Silva, da ALERT – Life Sciences Computing, S.A., sediada em Vila Nova de Gaia, admite que “esta foi uma viagem exploratória”. “A ALERT ainda não está a desenvolver nada neste âmbito, mas levamos daqui muitas ideias, muitas mesmo. Foi uma apresentação muito interessante”.

José Carlos Teixeira, CEO da MediaPrimer - Tecnologias e Sistemas Multimédia, Lda, é da mesma opinião. “O conhecimento deste tipo de infra-estrutura pode ser muito útil para a visualização dos ambientes virtuais que a MediaPrimer está a desenvolver. Viemos tirar ideias para a criação de ambientes virtuais mais imersivos”. A empresa de Coimbra, que foi das primeiras assinar o protocolo para se instalar no Coimbra iParque e é a responsável pelo desenvolvimento da identidade do projecto, espera vir “a ser um dos fornecedores desta CAVE”.

Também Miguel Sales Dias, do MLDC -Microsoft Language Development Center e um dos responsáveis pela instalação da CAVE no Centro Ciência Viva do Lousal, faz um balanço positivo da iniciativa. “O Coimbra iParque conseguiu reunir um conjunto de pessoas muito motivadas, que deram pistas de colaboração futura, quer em termos académicos, quer em termos industriais, com este tipo de estruturas”, refere.

O que foi visto na CAVE da Mina do Lousal

Com o recurso a 12 projectores que debitavam cerca de nove milhões de pixels em tempo real para quatro paredes de uma sala escurecida, os empresários tiveram oportunidade de ver, divididos por várias sessões e munidos de óculos especiais, três ambientes de realidade virtual: uma plataforma petrolífera, o
Terreiro do Paço e a Mina do Lousal, na qual era possível participar num jogo que envolvia carros em andamento e vários gadgets.

Não foi possível transpor para a CAVE os cenários 3D de Coimbra em que a MediaPrimer está a trabalhar, mas houve oportunidade para visualizar um deles, a Biblioteca Joanina, no grande ecrã do auditório do Centro. A riqueza dos pormenores dos frescos dos tectos e a visita aos pisos desconhecidos do público, que incluem uma prisão, foram o suficiente para impressionar a plateia.

“Em breve teremos também em 3D o edifício de gestão do Coimbra iParque, desenvolvido pela MediaPrimer, para mostrar em apresentações públicas”, assegura Norberto Pires. “Para já, podem ver a animação 3D do Coimbra iParque no nosso site, www.coimbraiparque.pt, embora seja uma coisa mais simples, porque não há ainda pormenores arquitectónicos dos edifício e tem de ser uma aplicação leve o suficiente para estar acessível no site”, adverte o responsável.

Centro Ciência Viva da Mina do Lousal

O projecto do Centro Ciência Viva Interactivo da Mina do Lousal nasceu, após o encerramento da mina, ocorrido em 1988, de uma parceria entre a Câmara Municipal de Grândola e a Fundação Frederic Velge. A fundação ficou com o nome do Presidente do Conselho de Administração da SAPEC, empresa belga proprietária da mina, e surgiu para implementar o programa “Relousal”, em que foi promovida uma reconversão de actividade, passando a população mineira a gerir um museu, um auditório, um restaurante, um centro de artesanato e a referida CAVE.

As Minas do Lousal laboraram durante quase um século na extracção de pirite, matéria-prima para a produção de ácido sulfúrico, usado no fabrico de adubos. Chegaram a empregar 1500 pessoas, que viviam na aldeia do Lousal, propriedade privada da SAPEC, e de onde saíam apenas por três motivos: “Tirar o Bilhete de Identidade, fazer a tropa e ser sepultado”, explicou aos presentes Manuel João, antigo electricista da mina. Actualmente Manuel João é um dos animadores do restaurante e guia do Museu, funções que partilha com outros ex-mineiros.

 
PDF
Versão para impressão
Enviar por E-mail
 
 
Em destaque
COOL-HAVEN APRESENTA PLANO ESTRATÉGICO A Cool Haven, empresa que comercializa um novo conceito de construção, assente numa estrutura modular flexível e resistente, apresentou hoje o seu Plano Estratégico 2015/16.A apresentação decorreu no mini-auditório do Business Center Leonardo da Vinci.Obtenha ...
OUTSUPPORT CERTIFICADA PELA DGERT A OutSupport, empresa com actividade de outsourcing, consultoria e formação para as funções Qualidade, Ambiente e Segurança no Trabalho, obteve a certificação da DGERT como entidade formadora. Esta certificação é também motivo de orgulho para ...
CMM PROMOVE CURSO DE FORMAÇÃO NO COIMBRA IPARQUE A CMM, entidade localizada no Coimbra iParque, promoveu, no passado dia 25 de Junho o Curso de Marcação CE EN1090: Execução de Estruturas de Aço e de Estruturas de Alumínio. Este curso teve lugar numa ...
NOVA SEDE DA AIRC CRESCE NO IPARQUE A nova sede da AIRC, actualmente em construção no Coimbra iParque, deverá entrar em funcionamento no 4º trimestre de 2014.Este edifício será o sétimo a ser erguido no Coimbra iParque. O investimento total corresponde a ...
IPARQUE RECEBEU SESSÃO DO CEBT IBÉRICO 2014 Mais de 100 participantes apresentaram no passado dia 7 de Maio, no âmbito do CEBT Ibérico 2014, os seus projectos empresariais, desenvolvidos a partir de 19 tecnologias criadas nas Universidades de Coimbra, de Aveiro e ...
RSS Inovação
+
Newsletter
+
Sugestões
+